As placas tectónicas
Em 1912, Wegner formolou a Teoria da Deriva dos Continentes (fig. 1), apoiada pelo “encaixe” quase
perfeito do continente africano na América do Sul.
Esta teoria admitiu a deslocação dos continentes uns em
relação aos outros, mobilismo,
desprezando o fixismo, que referia
que os continentes ocuparam sempre a mesma posição, desde a formação da Terra
até à atualidade.
Após várias investigações, foi formulada a Teoria da Tectónica de Placas, que
refere que a camada mais externa da Terra, a litosfera, encontra-se fragmentada
em placas de diferentes dimensões e comportamentos de mobilidade, as Placas Litosféricas.
![]() |
Teoria da Deriva dos Continentes |
O que move as Placas
Tectónicas?
Correntes de
convecção
![]() |
Representação esquemática do movimento das correntes |
Os movimentos das placas são alimentados pelo calor interno da terra, capaz de gerar fluxos de materiais de elevada
plasticidade sobre as quais as placas litosféricas.
![]() |
Correntes de Convecção |
Limites de Placas
Os limites de placas são as fronteiras de contacto entre as
diferentes Placas Litosféricas, são locais onde se registam movimentos relativos entre elas com
envolvimento de grandes quantidades de energia.
Nos limites de placas é possível observar que é onde ocorrem
a maioria dos fenómenos vulcânicos e
sísmicos de grandes cadeias
montanhosas e profundas fossas
oceânicas.
Quase todas as placas litosféricas incluem uma parte
continental e uma parte oceânica.
![]() |
Teoria da Tectónica de Placas: fenómenos vulcânicos e limites das placas |
Tipos de limites de
Placas litosféricas
- Limites convergentes ou destrutivos
Os movimentos relativos entre duas placas resultam numa
colisão de ambas.
Dependendo da densidade dos materiais que as conxstituem,
pode implicar o progressivo afundamento da zona fronteiriça de uma placa por
baixo da outra, com fusão dos materiais rochosos, ou a sua deformação. Nestes
casos de afundamento, as placas litosféricas mais densas (placas oceânicas)
afundam por baixo das placas mais “leves” (placas continentais).
- Limites divergentes ou destrutivos
Quando as placas se afastam
uma da outra à ascensão e arrefecimento de magma nas zonas fronteiriças, locais
de formação de novos materiais rochosos.
- Limites transformantes ou conservativos
As placas deslizam
lateralmente, uma em relação à outra, sem perdas nem acréscimos de materiais
rochosos.
Como se movem as placas litosféricas?
A dorsal
médio-atlântica afasta a placa euro-asiática da placa norte-americana, sendo
que o arquipélago dos Açores está a ser dividido, visto que as ilhas ocidentais
se estão a afastar das restantes.
O Vale do Rifte está a afastar o “Corno de África do resto
do continente africano.
As placas litosféricas estão sujeitas a um ciclo de formação e destruição que ilustra o
poderoso dinamismo geológico da
Terra.
Há cerca de 240 M. a. – existia um continente e um oceano (Pangeia e
Pantalassa)
Há cerca de 150 M. a. – a Pangeia
dividiu-se em Gondwana e Laurásia
Atualidade – existem 5 continentes e 6
oceanos
A Terra foi palco de sucessivas modelações da sua superfície
e respetivos ambientes e do desaparecimento total ou extinção de inúmeras espécies ficando a memória da sua existência
preservada no maior arquivo histórico do planeta, as rochas.
Fonte do texto: apontamentos fornecidos pelo Prof. José Salsa no decorrer das aulas (adaptado)
Sem comentários:
Enviar um comentário